sábado, 9 de julho de 2016

Identidade de gênero, vida escolar, personagens fofos, crescimento pessoal e trilha sonora perfeita.

Estou falando aqui do recentemente visto Hourou Musuko (ou Wandering Son). É aqueles animes sobre se encontrar, que te fazem questionar um pouco sobre como o simples fato de usar uma ou outra roupa só porque você é homem ou mulher pode ser completamente incômodo pra algumas pessoas.

A história fala sobre Nitori Shuichi, que apesar de ter nascido garoto, não se sentia confortável como tal (além de achar as roupas masculinas entediantes), e de Takatsuki Yoshino, que biologicamente é uma garota, mas não se identifica como tal. Os dois são amigos de infância e, no colegial, lidam com suas condições de forma própria.

Gêneros: Drama, escolar, slice of life
Estúdio: AIC Classic
Produtores: AniplexAICDentsuFuji TVMagic CapsuleEnterbrainFuji Pacific Music Publishing
Episódios: 11
Lançamento: 14/1/11 ~ 1/4/11
Página no MAL: Hourou Musuko
Nota no MAL: 7.80
Nota pessoal: 8

Eu fui ver esse anime por causa do tema, mas logo na opening ele me conquistou; o traço é bem leve, usaram cores pastel, o que faz tudo ser visto como se fosse algum tipo de sonho. A trilha sonora também é algo que eu gostei muito: é leve, combina com a delicadeza do traço e as cores, e quando chegou na ending eu tomei um susto por ver que usaram uma das minhas músicas favoritas da Rie Fu.



Não tenho muito o que expressar sobre essa obra além de gratidão a quem me recomendou. Apesar da história ter tomado um rumo extremamente diferente do que imaginei, por ser um tema meio delicado, ainda mais numa sociedade onde seguir um único padrão é passado como a única forma de conseguir ser aceito. Na verdade foi um tanto insatisfatório, afinal em vez de se imporem e serem eles mesmos, ele acabam aceitando o padrão e ´deixando pra lá´, passando a imagem de que isso pode ser só uma fase.

A importância do tema despencou pela metade com esse final pra mim. Eles quiseram abordar isso, mas fizeram de uma forma a parecer que a pessoa só tá confusa, o que acaba fazendo muitos pais pensarem o mesmo se algum dia seus filhos estiverem numa situação assim. Não ter apoio da própria família é algo que destrói uma pessoa, e pensar em como eles incentivam isso com mídia desse tipo me entristece.

Quem sabe um dia eles estejam prontos pra fazer algo assim sem ter que passar a imagem de padronizar tudo.

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