No caso de Golden Time, é tratado tanto amnesia, quando dissociação e obsessão. Mas claro, tudo de uma forma mais sutil e, como sempre, com uma pitada de romance e comédia.
Gêneros: comédia, romance, seinen
Estúdio: JC Staff
Produtores: Genco, Starchild Records
Episódios: 24
Lançamento: 4/10/13 ~ 28/3/14
Página no MAL: Golden Time
Nota no MAL: 7.92 (Rank #639)
Nota pessoal: 9
Esse é aquele anime que fica na sua lista ´to watch´ um bom tempo e você não bota muita fé. Sempre que eu ia decidir qual seria o próximo pra ver eu abria a página dele e não me sentia num bom clima pra ver. Mas daí teve uma vez que eu falei pra mim mesma que ia ver essa bagaça de uma vez. Por sorte achei no Crunchyroll (eu vejo online, me julguem) e apertei play.
No começo parecia que ia ser uma comédia romântica um tanto boring, mas eu não conseguia entender como a menina que parece obcecada pelo novo amigo do principal ia acabar com o principal como era mostrado na opening, então segui vendo. O traço me foi bem agradável então não foi difícil.
Foi quando o Banri falou do seu problema com a amnesia que eu senti que ficou um pouco mais interessante, apesar de ter duvidado um pouco que o anime fosse falar sobre isso. Enfim...
A história de Golden Time fala sobre Tada Banri, um calouro de uma faculdade de Direito em Tokyo. A coisa é que por causa de um acidente logo após terminar o colegial, ele não se lembra de absolutamente nada que aconteceu antes desse acidente (não faço ideia de como ele conseguiu entrar numa faculdade se ele não lembrava de nada). Com o tempo ele começa a ter uns flashbacks e blablabla... Mas o importante é que em determinado momento ele vai começar a dissociar e, tanto a personalidade quanto lembranças que se formaram desde o acidente somem e ele ´volta´ a ser o velho Tada Banri.
A história não fala exatamente sobre obsessão mas eu resolvi ressaltar isso aqui pra destacar o comportamento da Kaga Kouko e o quanto ela evolui até o último episódio. Ela vai de uma garota obsessiva, insegura, possessiva e idealista a uma adulta controlada e que respeita o espaço do parceiro.
Outro ponto muito divertido foi a Nana. Adorei a referência, quando apareceu eu ri muito e quando percebi que o nome da Linda era Nana também não pude evitar de dar uma risada alta.
Imaginei que ela ia aparecer só por aqueles tantos segundos entre os primeiros episódios, mas me surpreendi quando ela se mostrou uma personagem um tanto frequente e estando ali pra suportar os protagonistas. A personalidade um tanto gentil dela é algo que curti muito também, porque normalmente é visto apenas um estereótipo nos animes: uma personagem full brava, outra que é toda mais fofinha e alegre[...] Golden time mostra todos os lados de seus personagens, dos piores aos melhores (nem tanto vai) e isso é ago que me manteve vendo esse animu.
Achei o Yanagisawa, o 2D-kun e a Linda um tanto mal aproveitados. Até mesmo a Nana podia ter sido mais útil. Não gosto de ter personagens incompletos (essa é minha crítica pra 98% dos animes). Até a Chinami foi um personagem um tanto mais aprofundado.
Kouko é a clássica garota idealizada. Aquela personagem que foi criada pra todos amarem, e por isso eu odeio ela. Ela é possessiva, obsessiva, insegura e eles passam isso como uma coisa boa (outra crítica pra 95% dos animes). Eu não acredito nesse amor idealizado nos animes, e quando acreditava me dei muito mal na vida. Penso que eles passarem esse tipo de coisa tanto é extremamente tóxico pra maioria dos adolescentes e jovens que participam dessa comunidade. Um adendo: muita gente me falou que ela é uma versão adulta da Taiga de Toradora, mas pra mim não tem nada a ver, fica aí uma imagem pra comparação:
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| Ok, talvez um pouco. |
Sobre o Banri, não sei exatamente o que dizer. Ele é inseguro por ser hoje uma pessoa completamente diferente do que era, ele não tem memórias, e todos que conheciam ele queriam ele como era antigamente. Ele então fugiu e quis recomeçar. Eu iria ter gostado muito se em vez de deixarem um ou dois episódios pra falar sobre o passado dele em forma de um fantasma, a gente poder descobrir junto com ele: só ver sobre algo que ele lembrou e QUANDO ele lembrou (tipo a Dory do Procurando Dory). Mas gostei da forma como ele foi se adaptando e assegurando o ´novo eu´ dele, e como cresce o medo de ´morrer´ quando ele começa a dissociar.
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| Tem aquela típica cara de personagem bobão que dá vontade de socar ou de sentir pena. |
O anime fala bastante sobre isso, e no fim fica claro a mensagem: ´Você nunca é a mesma pessoa de algum tempo atrás (seja um dia, semana, mês, meses ou ano)´. E está tudo bem isso. É natural. Todos estamos em constante mudança, e nossos ´eu´s do passado morrem e morrem a cada mudança. Não é algo a ser temido, evitado, ou mal visto. Quantas pessoas já não ouviram ou mesmo disseram um ´você mudou´, tanto em tom de aprovação quanto como algo ruim? Crescimento pessoal é algo a ser buscado.
Quero que você olhe pra si mesmo de um ano atrás e pense: o que você melhorou? O que aprendeu? Há algo que você ainda quer mudar em você? Há algo que você queira manter? A pessoa que você era no passado se orgulharia de quem você é hoje? Se sim ou não, por que? Isso é bom? É ruim? Por que? E sobre quem você era 2, 5, 10 anos atrás? Esse você do passado te olharia de que forma?
É sempre bom olhar pra trás e ver como nós crescemos, porquê crescemos e onde crescemos. Espero que tenham tido uma boa leitura e uma ótima reflexão.





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