quarta-feira, 13 de julho de 2016

Esse curta de 4 minutos vai te fazer repensar sua rotina

É sabido que, tanto psicologicamente quanto fisicamente, você tem que mudar sua rotina atual pra ver diferenças reais no seu dia a dia. Você tem que ser mais focado, mais artístico, ou ter mais habilidade de se conectar com as pessoas (é o que tenho tentado fazer).

Seja lá quais forem seus objetivos, esse curta irá te inspirar a fazer uma pequena mudança, mesmo que isso requira um tanto de coragem pra começar.

(o dedo na bochecha quer dizer ´delicioso´em italiano)

(Legendas em inglês. Se não aparecerem automaticamente, clique em CC)


Que tipo de mudanças você deseja ver em sua vida?

terça-feira, 12 de julho de 2016

Amnesia, faculdade, perseguição e dissociação

Quando se trata de problemas psicológicos, acho que posso dizer que os animes são o nicho pra representar esse tipo de coisa. Não porque a maioria que assiste tem problemas psicológicos, não estou falando isso, mas sim por eles FALAREM sobre. Poucos filmes e séries tratam desse assunto e você só vai achar caso pesquise por um tempo considerável.

No caso de Golden Time, é tratado tanto amnesia, quando dissociação e obsessão. Mas claro, tudo de uma forma mais sutil e, como sempre, com uma pitada de romance e comédia.


Gêneros: comédia, romance, seinen
Estúdio: JC Staff
Produtores: Genco, Starchild Records
Episódios: 24 
Lançamento: 4/10/13 ~ 28/3/14
Página no MAL: Golden Time
Nota no MAL: 7.92 (Rank #639)
Nota pessoal: 9

Esse é aquele anime que fica na sua lista ´to watch´ um bom tempo e você não bota muita fé. Sempre que eu ia decidir qual seria o próximo pra ver eu abria a página dele e não me sentia num bom clima pra ver. Mas daí teve uma vez que eu falei pra mim mesma que ia ver essa bagaça de uma vez. Por sorte achei no Crunchyroll (eu vejo online, me julguem) e apertei play.

No começo parecia que ia ser uma comédia romântica um tanto boring, mas eu não conseguia entender como a menina que parece obcecada pelo novo amigo do principal ia acabar com o principal como era mostrado na opening, então segui vendo. O traço me foi bem agradável então não foi difícil.

Foi quando o Banri falou do seu problema com a amnesia que eu senti que ficou um pouco mais interessante, apesar de ter duvidado um pouco que o anime fosse falar sobre isso. Enfim...

A história de Golden Time fala sobre Tada Banri, um calouro de uma faculdade de Direito em Tokyo. A coisa é que por causa de um acidente logo após terminar o colegial, ele não se lembra de absolutamente nada que aconteceu antes desse acidente (não faço ideia de como ele conseguiu entrar numa faculdade se ele não lembrava de nada). Com o tempo ele começa a ter uns flashbacks e blablabla... Mas o importante é que em determinado momento ele vai começar a dissociar e, tanto a personalidade quanto lembranças que se formaram desde o acidente somem e ele ´volta´ a ser o velho Tada Banri.

A história não fala exatamente sobre obsessão mas eu resolvi ressaltar isso aqui pra destacar o comportamento da Kaga Kouko e o quanto ela evolui até o último episódio. Ela vai de uma garota obsessiva, insegura, possessiva e idealista a uma adulta controlada e que respeita o espaço do parceiro.

Outro ponto muito divertido foi a Nana. Adorei a referência, quando apareceu eu ri muito e quando percebi que o nome da Linda era Nana também não pude evitar de dar uma risada alta.


Imaginei que ela ia aparecer só por aqueles tantos segundos entre os primeiros episódios, mas me surpreendi quando ela se mostrou uma personagem um tanto frequente e estando ali pra suportar os protagonistas. A personalidade um tanto gentil dela é algo que curti muito também, porque normalmente é visto apenas um estereótipo nos animes: uma personagem full brava, outra que é toda mais fofinha e alegre[...] Golden time mostra todos os lados de seus personagens, dos piores aos melhores (nem tanto vai) e isso é ago que me manteve vendo esse animu.

Achei o Yanagisawa, o 2D-kun e a Linda um tanto mal aproveitados. Até mesmo a Nana podia ter sido mais útil. Não gosto de ter personagens incompletos (essa é minha crítica pra 98% dos animes). Até a Chinami foi um personagem um tanto mais aprofundado.

Kouko é a clássica garota idealizada. Aquela personagem que foi criada pra todos amarem, e por isso eu odeio ela. Ela é possessiva, obsessiva, insegura e eles passam isso como uma coisa boa (outra crítica pra 95% dos animes). Eu não acredito nesse amor idealizado nos animes, e quando acreditava me dei muito mal na vida. Penso que eles passarem esse tipo de coisa tanto é extremamente tóxico pra maioria dos adolescentes e jovens que participam dessa comunidade. Um adendo: muita gente me falou que ela é uma versão adulta da Taiga de Toradora, mas pra mim não tem nada a ver, fica aí uma imagem pra comparação: 
Ok, talvez um pouco.

Sobre o Banri, não sei exatamente o que dizer. Ele é inseguro por ser hoje uma pessoa completamente diferente do que era, ele não tem memórias, e todos que conheciam ele queriam ele como era antigamente. Ele então fugiu e quis recomeçar. Eu iria ter gostado muito se em vez de deixarem um ou dois episódios pra falar sobre o passado dele em forma de um fantasma, a gente poder descobrir junto com ele: só ver sobre algo que ele lembrou e QUANDO ele lembrou (tipo a Dory do Procurando Dory). Mas gostei da forma como ele foi se adaptando e assegurando o ´novo eu´ dele, e como cresce o medo de ´morrer´ quando ele começa a dissociar.
Tem aquela típica cara de personagem bobão que dá vontade de socar ou de sentir pena.

O anime fala bastante sobre isso, e no fim fica claro a mensagem: ´Você nunca é a mesma pessoa de algum tempo atrás (seja um dia, semana, mês, meses ou ano)´. E está tudo bem isso. É natural. Todos estamos em constante mudança, e nossos ´eu´s do passado morrem e morrem a cada mudança. Não é algo a ser temido, evitado, ou mal visto. Quantas pessoas já não ouviram ou mesmo disseram um ´você mudou´, tanto em tom de aprovação quanto como algo ruim? Crescimento pessoal é algo a ser buscado. 




Quero que você olhe pra si mesmo de um ano atrás e pense: o que você melhorou? O que aprendeu? Há algo que você ainda quer mudar em você? Há algo que você queira manter? A pessoa que você era no passado se orgulharia de quem você é hoje? Se sim ou não, por que? Isso é bom? É ruim? Por que? E sobre quem você era 2, 5, 10 anos atrás? Esse você do passado te olharia de que forma?

É sempre bom olhar pra trás e ver como nós crescemos, porquê crescemos e onde crescemos. Espero que tenham tido uma boa leitura e uma ótima reflexão.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

O mistério por trás da profundidade dos filmes de Hayao Miyazaki



A arte imita a vida, ou a vida imita a arte? Provavelmente uma mistura dos dois, mas os filmes do diretor japonês Hayao Miyazaki têm uma arte a um grau que a arte e vida simplesmente se juntam e criam essa profundidade e nos emociona como só quem viu conhece.

Mas de onde vem isso? O que tem nos filmes do Miyazaki de diferente do resto dos animes? O que causa esse impacto tão grande?

A maior parte de sua filmografia é dedicada a explorar os muitos pequenos momentos de paz  e contemplação das nossas vidas, como um momento de silêncio e/ou contemplação dentro do carro, no caminho pra algum outro lugar. É isso o que faz seus personagens humanos. Eu gostaria de focar em um aspecto e estilo que faz os filmes de Miyazaki o que nós conhecemos: o Ma.


Muitos filmes são inteiramente focados no plot, em fazer a história rodar o mais rápido possível e mostrar apenas ´o que importa´, em outras palavras, direto ao ponto. Já Miyazaki diz pra parar de pular todo momento ´vão´da história. Em 2002 o entrevistador Roger Ebert descreve esse aspecto único dos filmes de Miyazaki da seguinte forma: ´Em vez de cada movimento estar sendo ditado pela história, as vezes as pessoas se sentam por um momento, ou irão suspirar, ou observar a água corrente em um córrego, ou fazer algo extra, não para avançar a história, mas dar o senso de tempo e lugar e quem eles são.´

Miyazaki então respondeu ´Nós temos uma palavra em japonês para isso, se chama Ma, vazio, e está lá propositalmente. ´ Ele bate palma e então diz ´ O tempo entre as palmas é o Ma, se você tiver ação contínua, sem nenhum espaço para respirar, é apenas negócios, mas se você parar por um momento, a tensão dentro do filme pode crescer em uma dimensão inimaginável. Se você tem apenas tensão constante a 80º você fica entorpecido´

Está cada vez mais raro nós termos momentos de paz e contemplação. Normalmente em filmes esses momentos vêm por alguns milésimos de segundo após o shot final da cena ou mesmo do filme, as vezes nem isso. Miyazaki reconhece que a vida não é assim, ele sempre pensou que contemplar todos os aspectos de nossas ações, o que fizemos, o que estamos fazendo, e o que faremos, é algo que temos que fazer em algum ponto, se não seremos idiotas.Hoje em dia estamos todos conectados, querendou ou não. Sempre mandando mensagens, lendo notícias, enviando e recebendo imagens, vídeos, e então outra imagem. Em suma: A vida nunca para. Miyazaki aprecia a beleza no silêncio e contemplação. Que manter numa cena do horizonte com dois personagens sentados um ao lado do outro é tão importante quanto fazê-los agir e falar. Partes onde filmes frequentemente pulam, ele nos permite dar um passo pra trás e pensar. Você consegue descobrir qual o último filme que você fez isso? No meu caso foi no filme ´Wild´, onde a moça decide sozinha fazer a maior trilha dos EUA pra se encontrar. Mas a grande maioria dos filmes são um misto de ações e falas, onde você nunca descansa. Vamos pegar o último filme de Star Wars como exemplo: é cheio de movimento, diálogo e tensão. Isso não faz dele um filme ruim, mas contrasta fortemente com o sentimento de ´vazio´, o silêncio, a paz e contemplação que Miyazaki evoca.



O próximo filme que você for ver provavelmente vai terminar uma cena pulando logo pro próximo ponto do plot. Talvez depois desse texto você comece a apreciar o tempo que Miyazaki nos dá com o intuito de nos emocionar com sua arte e prefira tomar um tempo para uma pequena contemplação de sua vida. É por isso que nos emociona. É por isso que os filmes de Miyazaki causam tamanha impressão. Talvez nós percebamos algo de diferente nele. Algo que faz dos filmes dos estúdios Ghibli obras simplesmente maravilhosas. Como eles nos fazem ver cada evento sendo ligado ao outro com tamanha naturalidade, em vez de nos fazer sentar numa sala de cinema vendo cenas de ação sendo passadas uma após a outra, em descanso ou, como diz Miyazaki, sem ´vazio´.

Eu com certeza vou começar a prestar mais atenção nisso nos filmes da Ghibli, aproveitar cada pausa que Miyazaki nos dá para contemplar, uma pausa pra pensar, pra respirar. Afinal, a arte sempre vai imitar a vida.

E você? Já experienciou o Ma em alguma outra obra? Um filme, anime, série?

domingo, 10 de julho de 2016

Maid cafés, Eletrônicos, meu sonho e MUUUUUITA gente

A poucos minutos da estação Tóquio, o bairro te transporta ao epicentro do otaku, um parque de diversões virtual para entusiastas do mangá e anime. Antigas lojas que vendiam válvulas eletrônicas no mercado negro deram lugar a palácios gigantescos voltados à cultura gamer, repletos de personagens de desenhos ilustrando as paredes. Nesse pedaço estonteante de Tóquio, cabe a você escolher viver uma realidade 2D ou 3D.



Akihabara (秋葉原あきはばら), também conhecida como Akiba depois da reforma de um templo local, é um distrito central em Tokyo que é famoso por sua variedade de lojas de eletrônicos. Nos últimos anos, Akihabara tem ganhado reconhecimento como o centro japonês da cultura otaku, e muitas lojas e estabelecimentos devotados a anime e manga são agora dispersos em meio às lojas de eletrônicos pelo distrito. Nos domingos, Chuo Dori, a principal rua que atravessa o distrito, fecha seu tráfego de carros das 13:00 às 18:00 (até as 17:00 de outubro a março).

Akihabara tem tido várias reformas durante os últimos anos, incluindo a renovação e expansão da Akihabara Station e as construções de novos prédios em sua proximidade. Entre essas novas construções há a enorme Yodobashi (loja de eletrônicos) e a Akihabara Crossfield, um complexo de negócios com a finalidade de promover Akihabara como um centro que engloba todas as tecnologias eletrônicas e trocas.

Eletrônicos

Centenas de lojas de eletrônicos, desde as pequenas (de uma pessoa) especializadas em um componente eletrônico em particular a grandes varejistas eletrônicos linham a rua principal Chuo Dori e as lotadas ruas laterais de Akihabara. Elas oferecem tudo dos novos computadores, câmeras, televisores, celulares, peças eletrônicas e móveis à objetos de segunda mão e lixo eletrônico.

Algumas franquias como a Sofmap e Laox operam várias lojas especializadas pelas ruas principais, enquanto pequenas lojas independentes podem ser encontradas nas ruas laterais. A única mega empresa é a Yodobashi Camera Complex ao leste da estação.

Note que alguns dos eletrônicos à venda são designados apenas para o uso no Japão, devido à voltagem e outras diferenças técnicas, documentação em linguagem japonesa e garantias limitadas. De qualquer forma, muitas lojas também contém uma seleção de modelos internacionais designados para uso de outros países, e muitas também oferecem isenção de impostos para turistas estrangeiros em compras acima de 10.000 yen (necessita passaporte).

As maiores lojas especializadas no assunto encontradas por lá são:

Sofmap 
Laox .
Yamada Denki
Akky
E a enorme Yodobashi Camera

Otaku

O caráter de Akihabara tem mudado constantemente ao longo das décadas e isso tem continuado. Na última década Akihabara emergiu como o centro otaku e da cultura do anime, e dúzias de lojas especializadas em anime, manga, vídeo-games retrô, cosplay, card games, figure arts, e outros colecionáveis têm preenchido os espaços entre os varejos eletrônicos.

Em adição às lojas, vários outros estabelecimentos relacionados à animação têm ficado populares na área, particularmente, maid cafés onde garçonetes se vestem e agem como empregadas (maid) ou personagens de anime, e manga cafés (manga kissa), um tipo de cyber café onde os clientes podem ler quadrinhos (manga) e assistir DVDs em adição ao acesso à internet.

O que mais atrai os otakus para Akiba são:

Os maid cafés
Tokyo Anime Center
Don Quijote
Radio Kaitan
Super Potato
Gamers (o nome já diz)
Mandarake
Gundam Cafe
AKB48 loja e café
E o gigante Akihabara Crossfield, onde fica o Tokyo Anime Center.

Peixes, inverno de sal e paisagens que encantam




Em 2013, eu achei que o ano tinha acabado, que as temporadas boas tinham se passado, foi então que apareceu pra mim isso aqui (quando eu vi o PV eu fiquei tipo WOOOOOOW).

Nagi no Asukara é cativante. As cores, as paisagens, a história, os personagens. A história é dividida em dois blocos com um período de 5 anos entre um e outro, a história fala um pouco sobre como o tempo afeta as pessoas e, obviamente, sobre amizade.

Gêneros: Drama, fantasia, romance
Estúdio: PA Works
Produtores: Geneon Universal Entertainment, Sotsu, Animax, Rondo
Episódios: 26
Lançamento: 3/10/13 ~ 3/4/14
Página no MAL: Nagi no Asukara
Nota no MAL: 8.34 (Rank #194)
Nota pessoal: 9

Confesso que eu sou uma pessoa que ´julga o livro pela capa´. Quando vai sair a nova season, eu corro pro anichart e vejo quais vão ser os lançamentos, se a capa me chama a atenção, eu logo vou ver a sinopse e gêneros e ver se eu vou me interessar. Quando vi a capa de Nagi no Asukara, eu logo me interessei (já que amo azul), mas a sinopse não parecia dar muita informação, na verdade sempre me pareceu que ia ser só mais uma comédia-romântica-escolar generalizada, mas quando eu vi o PV, o hype dentro de mim cresceu muito e as expectativas tomaram conta.

(tem muitos PVs, esse foi o Final, pouco antes de lançar o animu)

Não posso dizer que superou a expetativas, até porque minhas expectativas não eram realmente esperando uma história tal, mas com a animação em si. Amo todo esse cenário debaixo do mar, os peixes, as cores e, PA Works, né, é o mínimo que eu poderia esperar.

Plot: Séculos atrás, a humanidade vivia no fundo do oceano, mas algumas pessoas se encantaram pela terra firme e foram pra superfície, e desistindo de sua ´ena´ (uma pele especial que fazia a respiração debaixo d´água possível) sendo assim, banidos do mar pelo deus do mar. 
 A história segue Sakishima Hikari, Mukaido Manaka, Hiradaira Chisaki e Isaki Kaname depois de sua escola no fundo do mar ter fechado, e eles terem que estudar na superfície, sendo alvo de bullying e discriminação entre os outros estudantes. E também tem o Kihara Tsumugu, filho de pescador, estudante da mesma escola e amante do mar.


Uma coisa que amei foi o desenvolvimento da Chisaki, do Kaname e do Tsumugu. A Manaka e o Hikari foram bem ´meh´. O final do primeiro arco me surpreendeu bastante, eu gostaria que continuassem todos hibernando pelo resto do anime, e esse focado só em quem ficou na superfície. Mas do jeito que fizeram não foi tão mal também.

Esse é um anime que eu recomendo altamente à quem dá valor a um bom cenário artístico e não se incomoda com alguns clichês. PA Works até hoje não me decepcionou.

sábado, 9 de julho de 2016

O hype e eu.

Quando ficam falando sem parar daquele anime
Aahh o Hype. Aquela coisinha que chama a nossa atenção. Sabe, quando todo mundo tá falando sobre isso, quando você vê em todos os lugares, e todo mundo recomenda? Claro que sabe.

Mas será que isso é algo realmente bom?

Quando lançou Tokyo Ghoul, eu segui o flow e fui vendo, todo mundo falava bem pra caralho, o que poderia dar errado não é mesmo?

No fim eu vi, vi e vi até o fim da primeira temporada, no último ep eu, como a maioria, pirei. Mas aí, depois de alguns minutos eu repassei todo o anime na minha cabeça e só consegui me decepcionar. Só teve evolução de personagem no final, assim como algum progresso no plot. O anime é cheio de lutas e conflitos pessoais que podiam ser muito bem trabalhados, mas não teve um objetivo certo. A única vez que vi algum progresso foi no último episódio, e isso me deixou bem triste.

O anime teve 13 episódios que podiam ter se focado na questão social e preconceito com os ghouls, o medo deles, o medo da humanidade. Foram 13 episódios que podiam ter sido tratados sobre o Kaneki tentar fazer o policial lá entender algo (quando eles se confrontaram eu achei que isso fosse acontecer, muita coisa indicava isso). Ou mesmo o anime podia ter sido sobre a mente dele estar sendo consumida pela menina lá, pela fome, pelos instintos. Mas não, só teve progresso de verdade no final.



Outra decepção foi Hai to Gensou no Grimgar. Teve muuuuuito hype em cima desse, no começo parecia que ia ser tipo Log Horizon (pessoas tentando voltar pro mundo anterior ou tentar descobrir como foram parar lá), depois foi sobre adaptação e sobrevivência. Ok. Curti muito a forma realista que foi feito, sobre os mobs obviamente também não quererem morrer, o sangue, os traumas. Mas eu vi isso e pra mim não valeu nem metade do Hype que teve. O que me conquistou nele mesmo foi a arte, que é linda.

Btooom também, foi uma das minhas maiores decepções. Foi vago, puro ecchi, os protagonistas são todos uns bostas, nem sinto que preciso comentar muito sobre.

Mas não é como se eu também não curtisse animes hypados. Kiseijuu, Angel Beats, Ano Hana, Shigatsu, são claramente boas obras. Não tô criando esse post com intuito de desvalidar as recomendações, mas sim com a finalidade de dizer não se atenha só ao hype. Não se atenha só à capa, use a regra dos três episódios, se você não se incomodou vendo 3, acha que foi inconclusivo, veja até o final e tire suas próprias conclusões (no começo de Garo: Honoo no Kokuin e de Kiseijuu eu pensei que iriam ser só mais dois shonenzão que eu ia achar bostinha, no final, me surpreendi. O mesmo aconteceu com Selector Wixxos, que eu achei que seria só mais um jogo de carta ou um mahou shoujo, no fim é um dos que mais gostei daquela temporada).

Existem MUITOS animes desconhecidos que, quando você ver, você vai pensar -meu deus, como eu não vi isso antes??-, se ater ao hype é se limita ao que a maioria das pessoas gostam e deixar de lado algo que possa te interessar individualmente.

Alguns animes que foram mais ignorados pela maioria, porém eu gostei muito, foram o Nobunaga Concerto, Barakamon, Sakamichi no Apollon, Natsuyuki Rendezvous, Golden Time, Nagi no Asukara[...]

Se você se ater só ao que é mainstream (SAO, DN, Naruto, One Piece, Jojo, Shigatsu wa Kimi no Uso, Shokugeki no Souma) em algum momento você vai se cansar.

Então abra sua mente, além de ficar pedindo recomendações, tente pesquisar por si só, dê uma olhada no Anichart ou MAL e veja o que lhe interessa da temporada que vai lançar, anote, procure por temas, gêneros específicos, a forma de abrir mais o seu leque de opções é enorme, é só deixar de preguiça.

Identidade de gênero, vida escolar, personagens fofos, crescimento pessoal e trilha sonora perfeita.

Estou falando aqui do recentemente visto Hourou Musuko (ou Wandering Son). É aqueles animes sobre se encontrar, que te fazem questionar um pouco sobre como o simples fato de usar uma ou outra roupa só porque você é homem ou mulher pode ser completamente incômodo pra algumas pessoas.

A história fala sobre Nitori Shuichi, que apesar de ter nascido garoto, não se sentia confortável como tal (além de achar as roupas masculinas entediantes), e de Takatsuki Yoshino, que biologicamente é uma garota, mas não se identifica como tal. Os dois são amigos de infância e, no colegial, lidam com suas condições de forma própria.

Gêneros: Drama, escolar, slice of life
Estúdio: AIC Classic
Produtores: AniplexAICDentsuFuji TVMagic CapsuleEnterbrainFuji Pacific Music Publishing
Episódios: 11
Lançamento: 14/1/11 ~ 1/4/11
Página no MAL: Hourou Musuko
Nota no MAL: 7.80
Nota pessoal: 8

Eu fui ver esse anime por causa do tema, mas logo na opening ele me conquistou; o traço é bem leve, usaram cores pastel, o que faz tudo ser visto como se fosse algum tipo de sonho. A trilha sonora também é algo que eu gostei muito: é leve, combina com a delicadeza do traço e as cores, e quando chegou na ending eu tomei um susto por ver que usaram uma das minhas músicas favoritas da Rie Fu.



Não tenho muito o que expressar sobre essa obra além de gratidão a quem me recomendou. Apesar da história ter tomado um rumo extremamente diferente do que imaginei, por ser um tema meio delicado, ainda mais numa sociedade onde seguir um único padrão é passado como a única forma de conseguir ser aceito. Na verdade foi um tanto insatisfatório, afinal em vez de se imporem e serem eles mesmos, ele acabam aceitando o padrão e ´deixando pra lá´, passando a imagem de que isso pode ser só uma fase.

A importância do tema despencou pela metade com esse final pra mim. Eles quiseram abordar isso, mas fizeram de uma forma a parecer que a pessoa só tá confusa, o que acaba fazendo muitos pais pensarem o mesmo se algum dia seus filhos estiverem numa situação assim. Não ter apoio da própria família é algo que destrói uma pessoa, e pensar em como eles incentivam isso com mídia desse tipo me entristece.

Quem sabe um dia eles estejam prontos pra fazer algo assim sem ter que passar a imagem de padronizar tudo.

Viagem no tempo, efeito dominó, inception, um pouco de comédia e CG

Como vocês sabem, nessa temporada tivemos uma pequena surpresa quando uma empresa lançou um anime COMPLETO no dia 1 de julho.

Pois é.

Não vamos falar dele.

O que eu vou falar aqui é sobre Nobunaga Concerto, a primeira experiência com anime em CG que eu tive.
                             

Gêneros: Histórico, Romance, Shounen
Estúdio: Fuji TV
Episódios: 10
Lançamento: 12/7/14 ~ 20/9/14
Página no MAL: Nobunaga Concerto
Nota no MAL: 7.81
Nota pessoal: 10

Lançado em 2014, com 10 episódios, um traço que me conquistou, história divertida e uma ending que eu AMEI, Nobunaga Concerto conta como o jovem Saburou, que era horrível em história, depois de cair de uma cerca é respawnado na Era Sengoku. No meio da confusão, sem nem ter tempo pra entender onde tava ou o que fazia ali, um jovem passa por ele e fala que não aguenta mais e vai deixar Saburou se passar por ele, acontece que esse jovem era o Oda Nobunaga(!!!), e agora Saburou se ferra legal por se sentir obrigado a unificar todo o japão sem saber nada sobre história.
Apesar de ser um ótimo equilibrista de livros
Logo quando vi o cartaz no Anichart eu me interessei, gostei dos traços, parecia ser colorido (amo coisas coloridas). Quando lançou, eu me assustei por ser CG, coisa que eu nunca vi em anime nenhum, mas gostei muito da forma como foi animado. Eu considero um anime de comédia leve, é meio cabeça por você acabar aprendendo um pouco sobre a história do Japão, é um tanto colorido e a endging gruda na cabeça. A trilha sonora é razoável pra boa.



E pra quem não gosta tanto de animação, ou gostou a ponto de querer ver de novo numa outra versão, tem também o Live Action.

Vai um milk shake?

Casa vazia

Cshhhhhhhh (barulho de tv ligando)

Bom. Primeiro post, ok.

Olá. Oi. Hi. Yo. Osu. Domo. Hello. Bon jour. 

Eaí.

Por enquanto não tem nada aqui, é como se fosse uma casa vazia esperando os móveis, e daí a bagunça e as pessoas com as suas sociais, bebidas, joguinhos, etc. Então imagine apenas nós dois sozinhos num cômodo e conversando sentados no chão frio.

Pode ter uma cama também, sei lá, a imaginação é sua.
                                                 
Mas quem diabos gosta de ficar numa casa vazia, não é mesmo? 
Nos próximos dias vou colocar algum esforço fazendo alguns reviews de alguns dos poucos (pouco mais de 200) animes que eu já vi. Nesse blog quero falar sobre os menos conhecidos, todo mundo fala que eu sou meio underground então talvez não vá ser um problema. Sobre as novels... eu tenho a sina de só conseguir pegar os bad endings, então não sei se vai ser algo que eu realmente possa colocar aqui, mas não custa tentar.

Se você acha que esse pode se tornar um lugar promissor, sinta-se livre pra continuar visitando, eu ia gostar muito de saber o que as pessoas têm achado sobre a minha pessoa, sempre bom pra auto-estima, você sabe.